22/06/2011

Coisas da morte!

Quem nunca ouviu as conhecidas frases: “só para morte não tem remédio”, “a única coisa certa nessa vida é que todos irão morrer”, “ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum...”, “nada trouxemos para este mundo e nada levaremos dele”, entre tantas outras.

Mas, mesmo sabendo que a morte é a única coisa que não podemos mudar nessa vida, não estamos prontos para lidar com essa perda. A pessoa pode estar doente, estar sofrendo há anos...nosso instinto humano as quer por perto. Não aprendemos a lidar com esse “adeus”.

Ver o caixão descendo nos deixa a certeza de que nunca mais abraçaremos esse ente querido. Que nunca mais veremos seu riso sincero, suas reclamações sem sentido, suas “caduquices” ou suas implicâncias. Sendo novo, pensaremos: “tinha tantos anos pela frente, morreu tão novo”. No resumo: ficaremos com a lembrança de um tempo que não voltará. Datas comemorativas sem a sua presença, como dia dos pais, das mães, Natal, aniversário... e essa ausência irá doer.

Em alguns a dor pelas perdas é mais forte. Em outros, passa de leve, como uma brisa. Alguns choram, outros engolem as lágrimas. A lembrança acompanhará para sempre, seja no perfume, nas roupas, nos livros, nas manias, nos eventos ou mesmo no vazio que essa pessoa deixará na vida dos mais próximos.

Independente de crenças, religiões, um enterro é sempre triste. Pois, ele é o fim de uma etapa e o início de outra. É o começo de um desapegar, de um entendimento forçado de que esse fim é obrigatório. É no enterro que nos damos conta do que não falamos, do que nunca fizemos, da oportunidade que perdemos...ou é nesse momento que lembramos de outras pessoas que também já se foram... Só aprendemos a lidar com “essas coisas da morte”, quando ela aparece. Pois, não existe fórmula ou segredo para superar mais rápido!

É confiar, acreditar e, claro, rezar!

OBS: com tudo isso, hoje me lembrei do falecido vô Petry (in memorian – 1996). Quando passei no seu tumulo, recordei das rapaduras que comíamos juntos, das idas à Expointer, das goiabas comidas no pé, dos jogos de vareta, das canastras e da casa que irei morar, que era dele. Casa que talvez um dia ele viesse a morar para ficar mais perto de mim, pois mesmo sendo criança dizia que iria cuidar dele. Você deve estar orgulhoso de mim, pois estou cuidando com carinho da casa.

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